No inicio da rádio em 1923 as emissora usavam leis estabelecidas pelo estatuto que eram: lazer, entretenimento e educação.
Em 1930 começa a popularização dos rádios–receptores com a queda dos preços.
A partir dessa data, Getúlio Vargas vê o que Roquete – Pinto fez nas rádios que era propagar através da rádio a educação e cultura. Logo Getúlio tem uma visão clara que o rádio poderia propagar a sua política. Ele que estava chegando ao poder com a revolução de 30 se viu diante de um meio de comunicação poderoso, o rádio esse que podia amplificar de uma forma exuberante todo seu ideário para o país.
Logo o rádio veio a se tornar um meio de comunicação do Estado.
Vargas começa a criar as primeiras leis para o rádio e só em 1932 o Brasil cria a primeira lei que é: pode se ter publicidade no rádio.
Porém Em 1926 o congresso norte-americano admite o uso dos comerciais nas rádios, logo isso ajudou a modificar a linguagem radiofônica.
Os rádios começam a receber investimentos dos comercias e começam a investir em grupos de artistas e profissionais para o rádio.
Em 1935 é criada a rádio Jornal do Brasil, do Rio de janeiro aonde se criou vários programas de notícias.
Em 1936/1937, É Fundada a Brasileira Rádio Nacional do Rio de Janeiro,
(que foi a primeira em audiência por mais de vinte anos).
Começa o Estado Novo, e o Brasil tinha o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) que censurava e produzia assim como a Revista “Comunicação política”.
Começa a virada em 1940 com a Rádio Nacional que é estatizada por Vargas pelo Decreto-Lei nº2. 073 criaram as empresas incorporadas ao patrimônio da união, que entre outras acabou tomando a Rádio Nacional do grupo A Noite. Em 1938 inaugurou-se o programa “A Hora do Brasil”. “Que tinha como visão de Vargas promover ao público seus discursos e informações do Governo”.
Em 1941 surge o famoso repórter “Esso” criado pela rádio Nacional durante a segunda guerra mundial (o programa ficou no ar até 1968).
Começa a se ter o jornal nas rádios, a Rádio Nacional assume a cara do governo.
Começa o uso de uma emissora de rádio pelo Governo Federal, pelo Estado.
De uma maneira diferente, não impositiva. Getúlio começa a freqüentar a rádio Nacional, neste momento Vargas se firma como o grande nome da radiodifusão e parte para um investimento, Em 1942 a rádio começa a ser transmitida em ondas curtas,
E leva a primeira telenovela ao ar. A rádio tinha um conteúdo cultural e um outro politicamente forte, pois usava o ouvinte que queria cultura e acompanhava a telenovela e as músicas, usando isso para prender o ouvinte, e ali divulgar seu o governo.
Vargas Volta ao poder em 1950 e monta um estúdio no palácio do Catete.
Em 1950 e 1960 entra Lacerda esse tinha o um programa na rádio Globo e depois alternou também na Rádio Mayrink Veiga, o programa chamado de “Tribuna Política” esse como belo orador fazia seus discursos políticos “Lacerda era Governador do Rio de Janeiro”.
E iam contra o governo de Vargas, os políticos tinham um discurso forte nas rádios e ludibriavam as pessoas. Vargas usava a rádio para divulgar seu regime de Estado Novo, apesar de fazer o uso político, é na rádio que a cultura brasileira ganha forças com Getúlio Vargas, o rádio AM (na atual data só existia a rádio em transmissão AM) se torna uma grande referência de cultura Brasileira, Vargas passou por dois governos e ambos usaram a rádio como seu principal veículo de transmissão.
A rádio aproximava as pessoas do governo, dando as informações que o governo queria passar.
O rádio foi o grande veículo de comunicação tanto na morte como na vida de Getúlio, pois o presidente soube usar como ninguém todas as possibilidades que a radiodifusão oferecia principalmente nos campos da doutrinação como explica Barbosa (1988):
“A influência do rádio se torna, pois, considerável, inclusive em termos políticos, não só pelo fato de alcançar milhões de pessoas, penetrando na sua intimidade e nas suas emoções, como também através do sentido que Marshall McLuhan explica haver na radiodifusão, a qual não dando tréguas a seus usuários, impõe-lhes uma mensagem completa. Desse modo, a rádio presta admiravelmente ás doutrinações, incluindo as de maior importância no sentido de controle social e domínio sobre as massas, ou seja, as de caráter político e religioso. (BARBOSA. 1988:93)”.
Barbosa explica acima que o uso da rádio pelas mensagens acaba doutrinando os ouvintes.
O que se conclui é que Vargas, logo ao assumir a presidência percebe-se a importância política do rádio e manteve as emissoras entre as suas áreas de controle direto, no Estado novo que se dá a partir de 1937, Vargas se utiliza da rádio para propagar a sua ideologia política e cria “A Hora do Brasil” hoje “A Voz do Brasil” para ser a divulgação oficial do Governo, assim podendo fazer os discursos presidências.
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